Este aperto no coração, a saudade por esse teu cheiro.
O Teu amanhecer, tua brisa, teu despertar, tudo me cativa por ti.
Embora aos poucos te veja desaparecer fica dentro de mim teu encanto,
O teu sentimento, esse povo que vive em ti, por quem me sinto.
Mas de facto é graças a este teu ser que me sinto a ti prisioneiro.
Saudades das trilhas, esse teu calor que abafa nas tardes do verão.
Noites frias, noites de geada ó pura lua quando vezes eu já fui feliz aqui,
Quantas vezes já chorei por ti, quantas vezes eu te tive na mão...
Quem não se lembra da tua beldade, a luz por quem nasci.
Por ti recordo, por ti eu volto, por tudo que tu de tão bom me dás...
Por mais um momento que gravas na minha vivência.
Por um minuto, um instante um simples olhar que despertas-te em mim,
De facto és único e sem querer tudo em ti é um mérito sem fim,
por quem vivo a quem devo minha tão apreciada existência,
a qual dou tanto valor, tudo é belo, tanto para a frente como para trás.
Embora brincando com palavras, é a ti que eu as devo,
é a ti que as dedico, por quem as canto, por quem me elevo.
Se o mundo é vasto por muito pequeno que sejas tornas-te imenso,
dás-me energia, afago, carinho, defines minha alma, meu pensamento.
e desse modo me apaixono, dessa forma eu vivo mais um doce movimento.
Não, não é blasfemea, quem me entende sabe que é vero este sentimento.
Lindo Caçarelhos, como diz a canção, quem não disse isto já alguma vez,
quem não te apreciou e se sentiu puro, grato, simplesmente diferente.
Mais calmo, mais belo, com vontade de cá voltar mais do que uma vez.
Por mais que queira não há um dia que me sais da mente.
Pois é simplesmente impossível esquecer o bem que me faz,
o bom que me dás, essa lágrima que se solta quando sinto a tua falta,
mas simplesmente o que sei é que sinceramente és mais que um sonho,
Mais que coisa alguma, és tu e só tu ó lindo Caçarelhos
Pão de Caçarelhos em alta
Por: / Secção: Actual / 8 Abril 2009 ·
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O pão de Caçarelhos é produto que continua a atrair àquela localidade inúmeros visitantes de todo o distrito e da vizinha Espanha, embora não haja na freguesia quem produza para vender, como em tempos. Desde há nove anos atrás que a Feira do Pão de Caçarelhos se realiza no Domingo de Ramos, antecedendo a Pascoa, num só dia que é sobretudo de festa e de convívio para os habitantes locais. Dedicado ao pão, mas também ao folar, às roscas e rosquilhas, aos económicos, ao fumeiro e ao queijo, este é um evento que serve, sobretudo, para ajudar os produtores locais e que, quase a comemorar uma década, tem-se afirmado positivamente, conforme apontou o presidente da Junta local. “A aldeia de Caçarelhos sempre foi conhecida pelo pão e, enquanto as pessoas da aldeia quiserem, este é um evento que vamos manter e apoiar”, justificou Sérgio Pires. Para quem participa no evento desde a primeira hora, como Ana Maria Ramalho, esta é também uma forma de manter viva a tradição local e continuar a perpetuar a “fama” do pão de Caçarelhos. Em tempos, Ana Maria Ramalho chegou a cozer quatro vezes por dia para dar resposta aos pedidos que lhe chegavam dos compradores. No entanto, devido a problemas de saúde, a produtora foi “obrigada” a deixar essas lides. “Agora só cozo para esta feira, para mim e para algumas pessoas que me compram”, apontou. No seu stand era possível encontrar o folar de ovos, o folar de pão, roscas doces, económicos, cavacas, pão caseiro e pão centeio, entre outros produtos da terra preparados ao longo de três dias. Também Ana Maria Ramalho considera que este é um evento que se justifica e “vale a pena”, até porque consegue vender praticamente todos os produtos. Da mesma opinião é Armandina Preto que expõe apenas há quatro anos fumeiro tradicional. “Não trago pão, apenas fumeiro de dois porcos mas vendo sempre tudo. As pessoas já me conhecem de anos anteriores e voltam para comprar”, apontou. Com um investimento “irrisório” a rondar os mil euros, e o apoio da autarquia de Vimioso, o certame junta cerca de 20 expositores, a maioria da localidade e de concelhos limítrofes, e é mesmo um dos eventos mais importantes da localidade. “É um dos maiores eventos que realizamos, a par com as festas e com o raid, que se realiza em Maio e que atrai muitas pessoas, sobretudo de fora”, apontou Sérgio Pires.

















